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| Mart Nooij na corda bamba |
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Afinal Martinus Ignatius Maria Nooij, seleccionador de futebol de Moçambique até 31 de Janeiro, que qualificou os Mambas para a 27ª Edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), que decorre em Angola e do qual a equipa de todos nós saiu sem honra e sem glória a lamentar pelo que podia ter feito, vai renovar ou não o seu contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), que segundo a sua direcção já apresentou uma proposta ao seu agente. António Chambal, Vice-Presidente da FMF para a Alta Competição, garantiu já ter feito uma proposta para a renovação do contrato com o mister holandês, com a duração de quatro anos, com maior enfoque nas camadas de formação e afirmou num programa televisivo de desporto que havia falado esta segunda-feira com o agente do treinador que lhe garantiu que Mart Nooij estava interessado em ficar e queria saber do real interesse da FMF após as últimas declarações que vieram a público da parte do Presidente da FMF. Recorde-se que Feizal Sidat, disse no Lubango após a derrota de Moçambique frente a Nigéria que era necessário fazer mudanças a nível da estrutura técnica da FMF, deixando nas entrelinhas que a mudança do técnico estava eminente mas após desembarcar em Maputo Sidat disse que não disse que ia demitir o seleccionador. Questionado sobre as razões que levaram o líder máximo do futebol nacional a falar da demissão do chefe da equipa técnica dos Mambas, Chambal disse ter sido uma decisão a solo do seu Presidente, não concertada com os seus pares e que após uma reflectida consulta, Sidat voltou atrás na sua intenção, tendo dado o dito por não dito e o processo voltado ao princípio. Até ao início do CAN de Angola, todos morriam de amores por Mart Nooij, que tinha o seu lugar assegurado a frente dos Mambas, tendo surgido algumas vozes descontentes durante a fase de preparação onde o seleccionador não autorizou a equipa a vir se despedir dos adeptos a caminho de Benguela e onde averbou quatro derrotas consecutivas frente ao Malawi (1-0), Zâmbia (1-0) e Gabão (1-0 e 2-0) contestações que o técnico preferiu ignorar dizendo que eram apenas jogos treino e que seria grave se fossem no torneio. Depois de um empate e duas derrotas que nos deram o último lugar do grupo, o País ficou de luto, mas é preciso arregaçar as mangas e pensar na formação pois acabou a era de Tico Tico, Dário Monteiro, Genito, Nelinho, Danito Parruque, Gonçalves Fumo e Kampango sendo preciso apostar nos novos valores como Josimar, Hagy, Luís, Jerry, Mexer e Lamá. O Governo, a FMF, os clubes devem apostar mais nas camadas de formação, no Bebec para termos substitutos a altura para os Mambas e podermos continuar a ombrear com os colossos do futebol africano e mundial pois o CAN não terminou em Angola e o Mundial não acaba na África do Sul, ainda virão mais competições e é preciso preparar a futura geração do futebol moçambicano.
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