Terça, 12 Janeiro 2010 00:54    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
De Crónicas a Obras Literárias

O Centro de Conferencias Joaquim Chissano, em Maputo, acolheu segunda-feira última, 11 do corrente mês, a cerimónia do lançamento “duplo” das obras literárias “ A Prostituta Que Fez O Teste De HIV” e “A Última Carruagem” do médico e escritor, Filipe Matusse.

 

A cerimónia contou com a participação de várias personalidades da arena política e social do país, assim como de amigos, colegas e familiares do escritor. Ao secretário-geral da AIMO, Jorge Oliveira, o linguista Clemente Bata, e o Ministro da ciência e tecnologia, Prof. Dr. Eng.º Venâncio Massingue, coube a função de tecer algumas palavras em torno das obras e do contributo que estas terão para a sociedade moçambicana e não só.

Questionamos o autor da razão de um lançamento “duplo” ao que nos respondeu “ este foi o lançamento possível, pois já tenho vários trabalhos na gaveta, o que fiz foi reuni-los, reorganiza-los, reescreve-los, contextualiza-los e publica-los, Matusse acrescentou ainda que este é o primeiro momento da publicação em livro do que vem escrevendo, de agora em diante pretende prosseguir com mais publicações.

“A Prostituta Que Fez O Teste de HIV” e “A Última Carruagem” resultam das vivências da imensa complexidade da relação médico-paciente, dos tortuosos caminhos que promovem a saúde ou a doença e das crónicas publicadas pelo autor a mais de quinze anos no Jornal Domingo, lugar onde segundo o linguista, Clemente Bata, a quem coube apresentar uma das obras, o autor privilegiou para o ensaio e quiçá para a iniciação de processos de escrita. O secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Jorge Oliveira, vê a publicação destas obras como uma mais-valia para a literatura moçambicana pois estas contribuem para o progresso do país e para a criação de um ambiente social propício ao hábito da leitura. Um instrumento para o combate ao HIV-SIDA é como o Ministro Venâncio Massingue, interpreta estas obras, pois no seu conteúdo, varias vezes o leitor é confrontado com situações que o incentivam a tomar decisões positivas com relação a pandemia.

Uma Dedicatória a sua Mãe.

Um acto simples e puro, embora não habitual, foi o que Matusse através das vozes da fabulosa dupla, Will e Aníbal, mostrou quando estes cantaram o tema “ Mamana” em especial dedicatória a Mãe do autor, como forma de agradecer e enaltecer a dedicação e esforço desta mulher, na educação e formação deste medico que hoje é também escritor.

Importa salientar que Filipe Matusse nasceu em Maputo, cresceu na Zambézia, cursou Medicina na Universidade Eduardo Mondlane trabalha no Hospital Central de Maputo.

 

Actualizado em ( Terça, 12 Janeiro 2010 01:14 )
 

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